Marvel se firma como melhor plano de aposentadoria em Hollywood

Marvel se firma como melhor plano de aposentadoria em Hollywood
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Marvel se firma como melhor plano de aposentadoria em Hollywood

 

Marvel se firma como melhor plano de aposentadoria em Hollywood,A piada há alguns anos era, se você trabalha em Hollywood, cedo ou tarde terá Steven Spielberg como patrão. A equação agora é outra: dificilmente alguém passa pela indústria do cinema neste século sem ter a carteira de trabalho carimbada pela Marvel.

A apresentação do estúdio este fim de semana no D23, mega evento de marketing para os produtos Disney, trouxe ainda outra certeza inabalável. Se você trabalhou para a Marvel em algum ponto de sua carreira, seu telefone certamente vai voltar a tocar.

Que o diga o ator Tim Blake Nelson. Coadjuvante em “O Incrível Hulk”, em que Edward Norton defendeu o papel do golias esmeralda num já longínquo 2008, Nelson volta ao universo cinematográfico da editora em “Capitão América: Nova Ordem Mundial”, agendado para 2024.

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Tim Blake Nelson, de ‘O Incrível Hulk’, volta à Marvel em ‘Capitão América: Nova Ordem Mundial’Imagem: Universal

Tim Blake Nelson teve de esperar quatorze anos para voltar à Marvel no cinema, garantindo assim uma aposentadoria bacana. O elenco de “Thunderbolts”, super equipe que também chega aos cinemas em 2014, não precisou de um intervalo tão grande para manter o contracheque,

Originalmente um grupo de super-heróis formado por vilões disfarçados, a versão para o cinema dos Thunderbolts traz no elenco salpicado de outros filmes do estúdio alguns criminosos reformados, supostamente para agir nas sombras do universo Marvel. O conceito é mais ou menos como o de “Esquadrão Suicida” e… Bom, é meio que igual a “Esquadrão Suicida”!

O maior nome é Florence Pugh, a nova Viúva Negra, mostrando o faro imbatível do produtor Kevin Feige para escolher seus elencos. Ela foi apresentada justamente em “Viúva Negra” ao lado de Scarlett Johansson e depois reapareceu na série “Gavião Arqueiro”. Do seu lado, Sebastian Stan crava seu sétimo trabalho como Bucky Barnes/Soldado Invernal.

Completando o time temos o Fantasma (Hannah John-Kamen, de “Homem-Formiga e a Vespa”), Treinador (Olga Kurylenko, de “Viúva Negra”), Guardião Vermelho (David Harbour, também de “Viúva Negra”) e o Agente Americano (Wyatt Russell, da série “Falcão e o Soldado Invernal”). À frente do time, Julia Louis-Dreyfuss retorna como a Valentina Allegra de la Fontaine, que deve ter seu papel ampliado na Marvel.

A segurança profissional não é, obviamente, o fator determinante para a Marvel atrair tanta gente de talento para seu manto. Mas é inegável o apelo e a segurança em saber que dificilmente vá faltar trabalho em um filme ou uma série.

Ben Kingsley interpretou o ator Trevor Slattery, que finge ser o criminoso Mandarim, em “Homem de Ferro 3”. Ficou em banho maria até ser resgatado em “Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis”, e deve voltar à Marvel na série “Wonder Man”, que sequer tem data para estrear. Don Cheadle substituiu Terrence Howard em “Homem de Ferro 2” e não saiu mais do batente como James Rhodes/Máquina de Combate. Já está escalado para as séries “Invasão Secreta” e “Guerra das Armadoras”, esta como protagonista.

Não é difícil, portanto, entender como atores premiados buscam seu espaço no universo Marvel. Como Gael García Bernal, que está à frente do especial de Halloween “Lobisomem na Noite” e provavelmente será reaproveitado em “Blade”. Ou Olivia Colman e Emilia Clarke, ambas ao lado de Samuel L. Jackson e Ben Mendelsohn em “Invasão Secreta”.

A volta de Tim Blake Nelson, porém, é emblemática. Seu retorno amarra uma das muitas pontas soltas no emaranhado que a Marvel teceu em mais de uma década. Em “O Incrível Hulk”, que teve direção de Louis Leterrier, Tim Blake Nelson fazia Samuel Sterns, pesquisador fascinado com a condição de Bruce Banner que, à distância, o ajuda a entender sua transformação no monstro verde.

Ao fim da aventura, Sterns é ferido na cabeça, acidentalmente misturando o sangue do Hulk ao seu. Nos quadrinhos, o personagem se torna o vilão Líder: em vez dos músculos, é sua mente que ganha força, expandindo infinitamente sua inteligência.

“O Incrível Hulk” foi, por anos, o patinho feio entre os filmes da Marvel. A segunda produção do estúdio, lançada poucos meses depois de “Homem de Ferro”, era deixada de lado por trazer um outro ator como protagonista. Quando Edward Norton não reprisou o papel de Bruce Banner em “Os Vingadores”, sendo substituído por Mark Ruffalo, os eventos do filme passaram a ser mencionados superficialmente.

Aos poucos a Marvel fez as pazes com “O Incrível Hulk”. William Hurt retornou como o general “Thunderbolt” Ross em “Capitão América: Guerra Civil”, agora como secretário de defesa. Tim Roth também voltou ao jogo como Emil Blonski, o vilão Abominável: primeiro em uma ponta em “Shang-Chi”, depois como parte integral do elenco da série “Mulher-Hulk” na Disney+. Liv Tyler e, vá lá, Ty Burrell, não devem desgrudar do telefone.